Dignidade menstrual é ter acesso a cuidado, informação e ações
O Dia Internacional da Dignidade Menstrual é celebrado nesta quinta-feira (28) com o objetivo de quebrar o silêncio, combater o estigma e lembrar ao mundo que essa pauta não deve ser secundária, mas sim questão de saúde pública.
Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), cerca de 500 milhões de pessoas no mundo não têm acesso adequado a produtos de higiene menstrual. Para essas pessoas, menstruar significa improvisar, se isolar, faltar à escola ou ao trabalho e não por escolha, mas por falta de alternativa.
Ainda assim, falar sobre menstruação desconforta. Mas para a Digix, o ciclo menstrual não é um tabu, pelo contrário, é o tema central para algumas ações e benefícios.
A empresa, que desenvolve software para a gestão pública, foi a primeira do setor de TI no Brasil a implementar a licença menstrual, um benefício que permite que as pessoas que menstruam tirem até dois dias de folga remunerada por mês, sem necessidade de apresentar atestado médico.
Menstruação não é um tabu para a Digix
Desde o lançamento, em 2023, a Digix já concedeu 2.712 dias de licença menstrual. Só em 2026, já foram 293 licenças utilizadas. Números que mostram adesão real e uso consciente do benefício.
Além disso, no ano passado, lançou a cartilha virtual ‘Menstruar é natural’ com informações e dicas práticas para tornar o período menstrual mais confortável, reforçando que o compromisso com a saúde menstrual das colaboradoras passa também pela educação e pelo acolhimento.
Mas o olhar da Digix para a dignidade menstrual não se limita ao ambiente interno. Neste mês de maio, a empresa realizou uma doação de 600 itens de higiene pessoal ao Instituto ACIESP, organização que atende mulheres vítimas de violência, crianças e idosos.
Para a instituição, receber esse tipo de apoio significa poder concentrar esforços no que mais importa: a transformação de vidas.
“O nosso público principal é a mulher e o nosso foco é em capacitação, por isso ficamos muito gratos quando encontramos parceiros que entendem que só o instituto não consegue fazer esse trabalho”, conta Devanir de Souza, diretor do Instituto ACIESP.
Para a Digix, apoiar quem já está na linha de frente é também uma forma de ampliar o impacto de uma cultura que se constrói todos os dias dentro e fora da empresa. Cada política implementada, cada cartilha disponibilizada, cada kit de higiene doado é um passo contra a cultura do silêncio.
“Sempre acreditei que cuidar bem das pessoas é a melhor estratégia de negócio. Mas mais do que estratégia, é responsabilidade. Quando olhamos para a licença menstrual, para a cartilha e para as doações juntas, vemos que dignidade menstrual não cabe em uma única ação, ela precisa ser uma escolha contínua”, destaca Suely Almoas, presidente da Digix.
Afinal, enquanto menstruar ainda for motivo de vergonha, de dor escondida ou de ausência não explicada, a conversa precisa continuar.