A educação pública é um assunto de extrema importância e se mantém como foco de muita discussão. O trabalho de pesquisadores mostra que há sempre algo que pode ser melhorado, seja do ponto de vista do ensino ou de sua gestão. No Brasil, o momento da economia pede ainda mais cautela para lidar com esse tema.

Apesar de certos obstáculos que o teto dos gastos públicos pode apresentar, há uma série de ações interessantes que buscam beneficiar o setor, expondo a necessidade de encarar os grandes desafios da educação.

Mostraremos, neste post, quais são eles e o que pode ser feito para superá-los. Confira!

1. Falta de vagas

Dentre todos os setores da educação, o infantil é o que mais sofre com a falta de vagas para os alunos, principalmente para o período integral. Mesmo com escolas que apresentam mais alunos por sala do que o indicado, os números disponíveis não são suficientes.

Entretanto, é preciso agir com planejamento, já que a educação infantil é obrigatória desde 2009. Uma boa forma de começar é investir na formação de professores. É necessário compreender a causa do problema. Nesse caso, o excesso de alunos reprovados impacta diretamente no número de vagas, já que eles ocupam o lugar que poderia ser oferecido a um novo aluno.

Com profissionais mais qualificados, a tendência natural é que o número de reprovados diminua em todos os níveis nos quais isso é possível. O primeiro impacto é, diretamente, a redução de alunos por sala, liberando novas vagas. Um bom exemplo é capacitar os professores para trabalhar com tecnologia, algo com que os próprios alunos têm contato no dia a dia e pode ser usado para engajá-los nas atividades de sala.

Portanto, a formação pedagógica assume um papel fundamental para dar combate a um problema gerado, a princípio, pelo baixo investimento em infraestrutura — tema que trataremos a seguir.

2. Infraestrutura

Poucas escolas públicas brasileiras conseguem oferecer uma infraestrutura de qualidade, dentro dos padrões esperados para a excelência na educação. Laboratórios, refeitórios, espaços para práticas de esporte e tantos outros pontos costumam estar abaixo do nível satisfatório.

Nesse sentido, otimizar a gestão é a melhor forma de reduzir custos e gerar verba para novos investimentos. Gerenciar com eficiência os contratos para parcerias público-privadas, por exemplo, abre espaço para que as escolas passem a contar com novos recursos oferecidos por empresas parceiras.

Esse tipo de investimento tem se destacado em todo o mundo e representa boa parte da força de desenvolvimento do ambiente escolar. Com softwares focados em otimizar a gestão, acelerando a aprovação dos contratos, as parcerias passam a fazer parte da realidade dessas escolas.

3. Motivação

É notável o desgaste dos professores no ambiente escolar, principalmente em escolas de Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Lidar com classes cheias e alunos também desmotivados pode causar um acúmulo de estresse que prejudica até mesmo a saúde desses profissionais tão importantes.

Basta olhar para o crescente número de afastamentos por motivos de saúde nos últimos meses do ano, resultado do desgaste acumulado. Entretanto, há formas de lidar com isso.

O suporte aos professores começa dentro da própria escola. É papel da coordenação e da direção da escola avaliar se a situação não está inviabilizando o trabalho dos educadores e tomar medidas para tornar o ambiente mais saudável. Ainda assim, os órgãos de gestão não podem abrir mão de acompanhar esse processo de perto.

Treinamentos são uma forma extremamente eficaz de capacitar os professores e tranquilizá-los, mostrando que a gestão pública se preocupa com o bem-estar de todos os funcionários. Temas como gestão do tempo e comunicação ajudam a implementar práticas mais eficientes em sala de aula.

Palestras sobre educação especial, novas tecnologias e outros temas atuais também oferecem uma atualização sobre o conhecimento desses profissionais, já que muitos deles se formaram há muito tempo.

Lembre-se: o primeiro passo para aumentar a motivação é mostrar que todos os funcionários estão amparados pelos órgãos de gestão para superarem seus próprios obstáculos. Portanto, mantenha canais de comunicação abertos para todos, de preferência por meio de softwares de fácil acesso.

4. Falta de modelos inovadores

O modelo de ensino das escolas, por mais que deva seguir a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), dá espaço para que cada uma das escolas implemente modelos próprios de ensino, inclusive com materiais didáticos escolhidos pela direção — desde que se encaixem nos requisitos mínimos da BNCC. A questão é que há uma falta de modelos inovadores.

Por mais que as escolas tenham essa liberdade, muitas vezes os diretores e coordenadores não se sentem seguros para a implementação de um modelo diferenciado. Capacidade docente eles até têm, mas pode haver uma sensação de que a prática não é incentivada pelos órgãos de gestão.

Cada escola possui suas especificidades em relação à infraestrutura, à quantidade de alunos, à cultura local etc. Identificar quais são os fatores do dia a dia que permeiam a vida dos alunos e abordá-los em sala de aula é parte da rotina de um pedagogo eficiente. É preciso conhecer o local e trazer a realidade dos estudantes para a escola.

Por isso, invista em diálogos abertos para discussão dos modelos de ensino implementados em cada região, ou mesmo em cada escola. Com a tecnologia tão desenvolvida como temos hoje, é possível utilizá-la para viabilizar o acesso a novas ideias de atividades, seja em sala de aula ou coletivamente.

Modernizar as escolas é um processo natural que deve estar sempre em foco.

5. Jovens que não sabem ler

A falta de motivação dos próprios alunos gera, muitas vezes, casos de jovens que avançaram muito nas séries mas continuam não sabendo ler. Um trabalho de identificação desses casos é fundamental para tratá-los pontualmente.

Conscientizar os professores sobre a necessidade de agir na causa do problema, em vez de apenas deixá-lo acontecer, é o primeiro passo. Muitas vezes, a estrutura familiar está envolvida na causa, e é preciso aproximar os pais do processo de recuperação dos alunos.

Não se trata de impor um processo normativo de aprendizado, mas trabalhar com questões de letramentos — partir dos pontos que já estão inseridos no dia a dia da criança para despertar o interesse e conquistar avanços.

A tecnologia, por exemplo, auxilia nessa tarefa. Por mais que certos jovens não saibam ler, a maioria deles anda de ônibus, faz compras, utiliza o smartphone etc. Buscar introduzir essas práticas na sala de aula é a melhor forma de aproximá-los do objetivo.

Como você pode ver, os desafios da educação são grandes, mas podem ser vencidos. Coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor e conquiste cada vez mais avanços para a educação pública!

Gostou do post? Então, aproveite também para saber como softwares podem ajudar na educação!